segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Minha Retrospectiva do Seminário

Ainda trabalhava quando recebi uma ligação do Elmiro me convidando para um Seminário sobre Direito em Belo Horizonte. Fiquei muito feliz com o convite, mas estava meio desanimado, até porque, tenho medo de viajar sozinho e também com a prova da OAB esses dias; não estava nem um pouco animado.
Perguntei se era de graça, afinal não tinha dinheiro pra bancar a viagem.
Poderia até recusar ao convite, mas vindo do Elmiro não poderia.
Ainda faltavam 2 semanas para o evento, tinha muita coisa pra fazer, até tinha esquecido do Seminário quando na quarta-feira (12/08) me ligam do DEM para confirmar presença.
Confirmado.
Na quinta arrumei minhas malas às 5 horas da tarde, estava muito desanimado e com medo. Afinal odeio estar sozinho, em local desconhecido, então, pior ainda.
Fui dormir tarde na quinta, era aniversário do Rogério.
No outro dia levantei às 5 da manhã, tomei banho, peguei minha mala e fui pra rodoviária, cheguei o ônibus já estava saindo. Entrei correndo me ajeitei e dormi logo.
Estava tão ansioso e nervoso, que aquela viagem parecia infinita, afinal não sabia o que iria acontecer, como sempre não parava de rezar, para que nada de ruim ocorresse.
Cheguei em Belo Horizonte já passava das 13 horas.
Peguei um táxi correndo, afinal o Seminário começava às 14 horas.
Tirei um mapa da mala, para o taxista ver que não poderia me enganar pegando o caminho mais longe.rsrsrsrs. Quanta ignorância a minha.
O taxista se chamava Romeu, vi escrito num crachá sobre o painel. Ele disse que é taxista em BH a mais de 30 anos, quando contei que era de Patos de Minas, ele disse que em Patos tem garota de programa boa demais. Logo respondi, é "meu avô gosta". Não concordei com ele. Mas senti que ele nunca nem tinha ouvido falar de Patos, só falou aquilo por falar.
Na caminho ele foi me falando de BH, mostrando as principais ruas, até que de repente ele parou e disse: "-é aqui o seu ponto". Ficou em R$14,45, paguei R$15,00, ele me devolveu só R$0,50. Fiquei com raiva, não gosto de ser lesado. Mas estava tão aflito que nem conseguiria discutir por isso.
Estava em frente a um hotel lindo. Pensei: E agora meu Deus, será que é aqui, olhei mais uma vez no convite e caminhei em direção ao Hotel, fui cercado por um homem na porta, perguntei se era ali um evento do Democratas. Ele não soube me responder pediu que eu fosse até a recepção. A porta era daquelas que abrem sozinha, quando chegamos perto. Nunca tinha passado por uma. A cada passo que eu dava rezava para que aquela porta abrisse e eu não passasse mais vergonha ainda. Quando faltava um pouco mais de 1 metro a porta abriu. Ufa! Graças a Deus. Não queria ficar ainda mais envergonhado. Cheguei na recepção e repeti a pergunta que fiz ao porteiro, e ele me perguntou: "-É o evento da Fundação Friedrich Naumann?" Pensei aflito. O que é isso meu Deus. Mas antes que respondesse ele perguntou meu nome e disse que iria verificar se tinha reserva para mim no Hotel. Depois de alguns segundos, ele disse que eu já estava até hospedado. Me entregou uma chave e disse que eu poderia subir para o Salão Portinari e aguardar. Subi, cheguei no Salão não tinha ninguém, apenas um funcionário do Hotel arrumando uns computadores. pediu que eu aguardasse. Sai do Salão e subi até o quanto. Era o quarto 802, ficava de frente ao elevador. A chave era um cartão enfiei ele na porta umas 10 vezes até que consegui encontrar o jeito certo de abrir.
Entrei no quanto, dei de cara com uma televisão daquelas finas, não sei definir se era de LCD ou plasma. Achei "chick" demais. Nunca tinha assistindo TV numa daquelas. Mas lembrei que não podia demorar muito pois o evento já iria começar lá embaixo, coloquei minha mala dentro do armário e desci. Quando cheguei no segundo piso, onde aconteceria o evento começou a chegar um pessoal. Não conhecia ninguém, muito tímido e envergonhado, tentei não ser notado. Até que um moço me perguntou de onde eu era, contei que era de Patos, logo ele cuidou de me apresentar ao João Victor, então ele me perguntou se eu era amigo do Gabriel Savassi, respondi que era. Me perguntou se ele estava bem, disse que sim, apesar de não saber, afinal faz mais de ano que não vejo o Gabriel. Tentava a todo custo parecer o mais natural possível. Depois veio um moço de óculos com uma roupa preta social conversar comigo, perguntou de onde eu era e logo começou a falar dele mesmo, disse que era de uma cidade chamada Mantena, que o avô foi prefeito da cidade, que já havia ganhado 4 eleições na cidade e que era assessor de um deputado do PMDB em Belo Horizonte... Nossa ele fala muito. Fiquei um pouco tímido depois de ouvi-lo dizer da sua importancia. O nome dele só decorei depois João Paulo Baia. Sai e fui me cadastrar no evento, conversei um pouco com a moça que cadastrava o pessoal, se chama Aliane, é de São João... Passado um tempo, entrei no Salão perguntei se poderia sentar e aguardei o início do evento, começou a chegar um monte de gente, todo mundo se cumprimentando, conversando, só eu não conhecia ninguém. Mas já estava feliz, afinal estava no meio de um monte de gente importante.
Depois de quase 2 horas de atraso o evento começou, discurssos que não acabavam mais, Francelino Pereira, Carlos Melles, Ruy Muniz, Vitor Penido, Maria Lúcia, Efraim Filho...
Estava morto de fome, não conseguia nem bater palma, quando por volta das 17 horas liberaram o café.

O resto da história, estou com preguiça de contar.

Mas aprendi muito. Vai deixar saudades.